No evangelho de João (Jo 15, 1-17), o quarto livro do Novo Testamento, o leitor se depara com quatro assuntos palpitantes: a videira verdadeira; o preservar no amor de Cristo; o amor fraterno, e o ódio do mundo. Pois bem. Nesse quinto domingo do tempo pascal trataremos da videira verdadeira. Logo de início, lemos: "Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o vinhateiro (em outras traduções, agricultor)." Assim, João inicia o capítulo 15 de seu Evangelho.
Mais adiante (vs.2-3), o evangelista é mais enfático, quando destaca a importância da videira (ou vinha). Enfatiza que, de antemão, os galhos devem 'permanecer' ligados à videira e 'dar frutos'. Para João, 'dar frutos' e 'permanecer' unido a Cristo (a videira verdadeira) é graça. Assim deve ser cristão aquele que está infuso com o Ressuscitado. Inflamado pelos efeitos da catequese, o cristão desperta a plena consciência de que Ele é "o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14,6).
Com isso, João quer também nos dizer que a comunidade dos seguidores de Jesus, isto é, aqueles que foram catequizados e O seguem, é uma comunidade de iguais, sem privilégios ou hierarquias. O que importa, portanto, é "permanecer" em Jesus, como o ramo permanece na videira. Contudo, necessário se faz observar a etimologia do verbo para compreender melhor os ensinamentos que João quer nos passar. Permanecer [Do lat. permanescere, incoativo de permanere] tem, entre outros significados: continuar a ser, estar ou ficar; conservar-se; persistir, perseverar, insistir, demorar-se; continuar existindo, durar; existir. Como se vê, o verbo dá a idéia de algo constante, duradouro, eterno. O que importa, portanto, é “permanecer” em Jesus, como o ramo permanece na videira! Amém!
Soli Deo Gloria!
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