sexta-feira, 8 de abril de 2011

O EVANGELHO, UM PRODUTO A SER CONSUMIDO

Pr. Dr. Sandro Pereira

Em um comentário o escritor Philip Yancey descreve o rumo que tomou a igreja nestes últimos tempos, escrevendo vários livros como; “Decepcionados com Deus, Sou Cristão apesar da Igreja” e muitos outros. Ele então comenta: “Antigamente eu me aproximava de uma igreja com espírito exigente de consumidor, via o culto como uma apresentação, dê–me algo de que eu goste, divirta-me”.
Seu comentário reforça uma tese, que hoje as tendências e influências da pós-modernidade geram: a chamada “zona de conforto”. Uma igreja é obrigada a ter um bom estacionamento, uma excelente cantina, uma ótima acústica com um bom equipamento de som, e uma variedade de programas ecléticos, entretenimento para os jovens, bandas gospel, shows, etc.
O pastorado foi substituído pela supervisão dos “negócios de Deus”, e as pessoas estão sendo considerados objetos, produtos ou “mão-de-obra útil”. O pastor agora precisa conhecer mais de gerenciamento do que de Bíblia e utilizar mais a lógica da competência do que a do desenvolvimento de vidas. Nesse modelo, as pessoas tornam-se descartáveis. Com esse pressuposto a pregação deve ser compatível com a nova lógica; se não der resultados imediatos, precisa ser alterado. Assim o evangelho está sendo esmigalhado e adulterado a ponto de transformar Jesus, de Senhor em GURU, cuja função principal é ficar a disposição dos clientes. Os cristãos estão cada vez mais “exigentes” e só querem desfrutar do conforto de um modelo de vida bem sucedida.
A pós-modernidade tem conseguido, com a anuência de pastores e líderes, relativizar valores e princípios, encher igrejas de pessoas supostamente crentes, todavia carnais e com falsa esperança.

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